O FEIJÃO PRETO DE CADA DIA
Desde o século XVII, o feijão-preto formava ao lado da farinha de mandioca o prato diário do brasileiro. Alimentava todas as classes sociais, fidalgos, escravos, religiosos e viajantes, como comprovam os relatos de cronistas do Brasil-Colônia. "Poderíamos dizer que o binômio feijão-e-farinha estava governando o cardápio brasileiro desde a primeira metade do século XVII", diz Câmara Cascudo, em "História da Alimentação no Brasil".
Nos séculos XVIII e XIX viajantes mencionam o alimento como prato de todas as mesas, apresentado diariamente, no Sul, no Centro, no Nordeste do país. Em Recife, em 1810, Henry Koster registra uma exótica mistura: "Quando o cozinham com o sumo da polpa do coco, é um prato delicioso. Nos distritos algodoeiros é um dos principais artigos da alimentação negra".
Doure 1 cebola e 2 dentes de alho picados em um pouco de óleo ou em 100 gramas de toucinho defumado. Junte 3 xícaras de feijão-preto já cozido, 1/2 xícara do caldo do cozimento do feijão, 1/2 xícara de leite de coco, 1/2 xícara de coco ralado, 1 colher de chá de açúcar, sal e deixe ferver por 15 minutos. Ajuste o sal, acrescente 2 colheres de sopa de folhas de coentro picadinhas, 1 pimenta vermelha fresca em rodelinhas finas e sirva.
Receita adaptada e executada pela chef Heloísa Bacellar, da Escola- Atelier Gourmand, de São Paulo.
Texto de Guta Chaves publicado na revista "História Atual" ano II, edição 22 de agosto de 2005. Adaptado e ilustrada para ser postado por Leopoldo Costa
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